O hipotireoidismo não é doença crônica e merece tratamento correto

Você sabia que o hipotireoidismo não é doença crônica?

Sem dúvidas, falo aqui de uma doença complexa. No entanto, chamar esta condição de doença crônica implica diretamente no tratamento que será prescrito.

A maneira como a doença é tratada impacta nos resultados diretos que o paciente obtém relacionados à sua saúde.

Meu papel como médico especialista em saúde tireoidiana é esclarecer os motivos pelos quais o hipotireoidismo jamais deve ser tratado dessa forma.

Continue até o final para descobrir por qual motivo o hipotireoidismo não é doença crônica.

Características de doença crônica

As doenças crônicas são aquelas que não podem ser curadas, porém, o paciente administra com terapias e medicação durante toda a vida. Algumas das mais comuns são hipertensão, alto colesterol, artrite e diabetes tipo 2.

Após o diagnóstico de doença crônica, você fica ciente que vai conviver com diversos sintomas relacionados à doença por toda a vida. Um quadro que não anima ninguém, você concorda?

Felizmente, o avanço da medicina permite que até mesmo essas doenças sejam melhor tratadas em prol do bem-estar do paciente. Não falo dos tratamentos mais comuns, por exemplo, de medicações.

Quero me referir ao controle do estresse por meio de atividades físicas, prescrição de suplementos e reposição hormonal, entre outras intervenções que nem sempre estão ligadas à medicação.

Tais métodos costumam ser bastante eficazes na hora de tratar uma doença crônica. Portanto, ainda que o hipotireoidismo pudesse ser encaixado nessa categoria, o paciente ainda teria altas chances de manter sua qualidade de vida.

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Por que o hipotireoidismo não é doença crônica?

O hipotireoidismo costuma ser tratado com medicação para dosar o hormônio tireoidiano. Por exemplo, um paciente que conta com sua produção hormonal em 70%. O tratamento mais comum envolve tomar mais 30% desse hormônio, a fim de totalizar o suficiente para as funções do organismo.

No entanto, está longe de ser a solução final para os problemas de tireoide e passa longe da cura. Em alguns casos, o hipotireoidismo pode ser reversível. Cabe ao médico investigar sobre o paciente:

  • Avaliar a matriz completa dos exames de tireoide envolvendo TSH, T3 livre, T4 livre, total T3, T3 reverso e anticorpos da tireoide;
  • Prescrever T3 e T4 em níveis similares à produção no organismo de indivíduos saudáveis;
  • Considerar as características genéticas;
  • Buscar a melhoria da função tireoidiana por meio de intervenções no estilo de vida e terapias;
  • Cruzar informações dos exames tireoidianos com os sintomas descritos.

É preciso entender que cada paciente conta com suas particularidades. Por isso, pode reagir melhor ou pior, com mais ou menos velocidade, aos tratamentos.

A pergunta é: será que abordar de maneira mais completa os problemas de tireoide funciona? A resposta é: sim! 

O paciente ganha muito em qualidade de vida. Esse tratamento pode ser recomendado de acordo com as suas condições e adaptado ao longo do tempo para a sua necessidade.

O que não pode acontecer é o hipotireoidismo ser tratado como doença crônica. Nem sempre o quadro pode ser revertido, porém, quando existem chances, essa possibilidade deve ser explorada! É assim que o paciente ganha em qualidade de vida.

Eu espero que este artigo ajude você a entender por que o hipotireoidismo não é doença crônica.

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Até a próxima!

Dr. Eudes Taralo

Fascinado por ciência e pela compreensão do ser humano sob uma perspectiva integrada e global, o Doutor Eudes Tarallo nunca se conformou plenamente com a grande maioria das respostas oferecidas pela medicina ocidental comum.

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